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terça-feira, 15 de junho de 2010

PARTICIPAR OU NÃO PARTICIPAR



        Enegrecida pelo tempo, e ignóbil no ser, ainda há quem  a queira manter viva.
    Acusado sumáriamente de participar pouco, em monólogos, tornados enfastiantes pelo orador, que quase se limita a despejar o que o referencial impõe...
     Claramente visível, é um empolado sentido do dever cumprido, estampado na fisionomia.
     Mas, eu não quero ser um peão receptor de ouvidos abertos e pescoço torcido.
     Não quero estar pronto a reagir ao simples puxar do cordel.
     Não quero ouvir a mesma explicação, com ou sem lógica, dúzias de vezes.
     Quero entender, e não ver gráficos que provam a teoria mais que provada.
     Não quero viver sob pressão de ameaças, de não validação do ou dos módulos.
    Não quero participar por participar, e ter a qualquer momento de interromper o já gasto relato, para com ar muito compenetrado e atento perguntar:
      - Diga-me por favor, só para confirmar: esse princípio relatado, existe também em tons de verde, não é verdade!
                                                 Luís Contumélias

sábado, 16 de outubro de 2010

PARTICIPAR OU NÃO PARTICIPAR (reposição)


Repescado, o artigo, pelo nosso companheiro Eugénio Horta.
     Enegrecida pelo tempo, e ignóbil no ser, ainda há quem a queira manter viva.
     Assim começava o artigo publicado há quatro meses atrás, poderá conferir AQUI.
    A situação praticamente pouco se alterou. Deixo claro que apenas quero apontar os visionários que elaboraram o referencial. Dou como exemplo: o que vou eu ficar a saber sobre forças vetoriais, sem saber de trigonometria? Mais, onde vou encaixar nos painéis fotovoltaicos um sistema de frio? Também não sei que fazer com a Contabilidade, ou com a Tribologia e quejandos.
      Pensando melhor...tudo isto é reflexo do País que somos.
      Claro que não vivemos numa verdadeira ditadura. Escolhemos viver numa democrática ditadura, para evitar ter de pensar.
     Amanhã irei  pedir à Fátima que o miserável estado a que chegámos, termine. Resta-nos esperar calmamente o milagre. Ámem.

terça-feira, 13 de julho de 2010

A mestria do Sr. Director

Fomos aliciados a criar um blogue. Isso faz de nós, formandos, pessoas mais completas e atentas às novas tecnologias. Também faz parte da formação e estou plenamente de acordo.
Nunca tinha participado e até me passava ao lado todo este mediatismo.
Ontem, dia 12 de Julho, despertou em mim uma vontade tremenda de participar e defender o meu ponto de vista em relação a todo este processo que é a minha aventura no programa EFA do IEFP de Setúbal.
Por volta das onze e pouco, quando nos encontrávamos em plena formação técnica (termodinâmica), apareceu o Sr. Director (do Centro de Setúbal) com o semblante bastante carregado.
Depois de pedir licença para interromper a aula, com o devido respeito que lhe é próprio, começou por abordar a turma em questões banais, como: se o programa estava a correr bem; se tínhamos alguma coisa para dizer ou criticar, etc.
Apanhou-me um pouco de surpresa pois não estava à espera do motivo principal da sua presença. Eis que o mote da sua indignação era um almoço com a respectiva comitiva que vem ao centro e que, pelos vistos, segundo o Sr. Director acontece umas quatro vezes ao ano. Até aqui tudo bem.
O problema é que numa destas visitas o Sr. Director convidou os respectivos convivas para um almoço aqui no Centro. Tudo bem. Acontece então, que em pleno refeitório, (frequentado por formandos, formadores e administrativos) foram “apanhados” a almoçar com garrafas de vinho (álcool) que é expressamente proibido, e com toda a razão, pois tal seria incomportável como toda gente sabe.
Pergunto, porquê esta excepção?
Com que olhos admiramos uma atitude destas?
Será que existem dois pesos e duas medidas?
Que exemplo é este?
Se era um dia especial, então que a excepção fosse aberta a todos (no mínimo um copito de vinho para quem quisesse) já não se falava no assunto e toda a gente saía satisfeita e agradecida por ser considerada e respeitada.
Não aconteceu.
Para cúmulo, um colega tirou uma fotografia à respectiva mesa e manifestando a sua razão publicou-a no blogue da turma, o tal blogue que nos foi sugerido que criássemos. Indignação foi a palavra de quem se sentiu prejudicado, mas a disposição de perceber que havia falhado não foi considerada.
Sem justificação, por orgulho ou por falta dele, não foi assertivo com a sua mensagem. Cruelmente acusou a turma (fotovoltaicos 001) de má fé ao publicar uma foto no respectivo blogue.
Lembro que estamos numa instituição pública e a imagem desta é da responsabilidade de quem ocupa o lugar máximo na Direcção.
Não aceito que me tratem como um imbecil que não sabe dos direitos e não cumpre deveres.
Sou um cidadão que respeita, como tal exijo respeito. Não admito que alguém me diga que está à beira da reforma e que já não tem nada a perder. Que não precisa disto ou daquilo, mas que não está disposto a abrir mão do que diz não precisar.
Em que é que ficamos?
Humildade não é doença. Assumir um erro não faz de nós cidadãos inferiores, pelo contrário, faz-nos mais altruístas.
Esta é a minha opinião. Consigo viver com isto e assumo com grande rigor a boa fé do próximo. Faz de mim um cidadão melhor.
Este comentário é da minha e única responsabilidade.

Formando – Alberto Silva

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

UMA PEDRA NO SAPATO


    Caros leitores.
    Votei-me voluntariamente ao silêncio, desde há algum tempo. Estou agora a quebrar tal voto, para que a pressão interior não aumente demasiado. Retirar-me-ia assim o agrado por frequentar este Centro de Formação.
    Centro este onde ao invés de num passado recente, tudo vai bem. Não fosse o chover no interior como na rua, e estaria irrepreensível o funcionamento. Não fossem as obras intermináveis, que não incluem o telhado…que maravilha, exemplar. Se não fossem as instalações sanitárias…autêntico ouro sobre azul.
    Sobre a minha Formação não me quero pronunciar. Garanto que tudo corre bem. O enchimento de chouriços acabou. A palha indigerível, foi comida por um burro, que por aqui passou. O método aplicado na formação, é um autêntico trabalho de génios.
    Módulos pouco ou nada adequados à área em causa, acabaram…comigo.
    As sessões práticas, um exemplo a seguir, no planeta Toys"R"Us.
    O bom senso impede-me de ser honesto comigo mesmo…é verdade!
   Diziam os mais velhos na sua sabedoria: “Não cuspas no prato onde comes”. Não estou a comer nada, mas iria prejudicar (me), revelar tudo ao pormenor.
    Vou então ser infiel a mim mesmo, vou pactuar com o podre sistema instituído, em nome do grupo de formandos de que faço parte.
    Talvez se conseguir comprar um guarda-chuva, venha mesmo a participar na Festa de Natal.
                                          Luís Contumélias


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Autoconsumo, Quercus aplaude possibilidade de famílias produzirem eletricidade.

O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, os regimes jurídicos da produção de eletricidade destinada ao autoconsumo e venda à rede elétrica de serviço público, o que tem como objetivo simplificar a produção de energia para consumo próprio.
Atualmente, é permitida a produção de eletricidade em cada casa, mas "com a obrigatoriedade" de esta energia ser canalizada para a rede elétrica, a preços bonificados.
Francisco Ferreira, da Quercus, disse à agência Lusa que esta medida "pode ser uma verdadeira revolução na forma como cada família pode participar no aumento da utilização das energias renováveis" em Portugal.
Além da poupança, de médio e longo prazo, que as famílias portuguesas podem obter com a opção de instalar paineis fotovoltaicos na sua casa, na varanda ou na fachada do edifício, o ambientalista salientou as vantagens ambientais.
Um painel fotovoltaico de pequena dimensão, de cerca de 1,5 metros por um metro, por exemplo, pode ser suficiente para produzir a eletricidade necessária para responder aos gastos de uma casa durante o dia, quando normalmente os seus habitantes estão fora. Trata-se de consumos de aparelhos como o frigorífico.
"Um painel pode custar poucas centenas de euros, até 500 euros", estima Francisco Ferreira, acrescentando que, em cinco anos, o sistema fica pago, através da poupança obtida.
Para os casos em que a energia produzida pelo painel não é suficiente para os gastos do dia, e para a noite, o consumidor compra à rede.
"As famílias estão a produzir energias renováveis, limpas, e não estão envolvidos subsídios [que têm originado críticas]", disse Francisco Ferreira.
Os ambientalistas defendem que a aposta nas energias renováveis, além de reduzir a dependência externa de carvão e gás natural, leva à diminuição das emissões de gases com efeito de estufa, responsáveis pelas alterações climáticas.

http://www.noticiasaominuto.com/economia/271180/quercus-aplaude-possibilidade-de-familias-produzirem-eletricidade